Uma das maiores dificuldades - senão a maior - de quem lida com vários projetos e atividades é estabelecer adequadamente quais são as prioridades. No site Agile Software Development tem um artigo interessante sobre isso. Basicamente o autor propõe o uso de uma matriz “Dificuldade x Importância” realmente simples para análise:
No gráfico acima temos o eixo x representando a Dificuldade (aspectos negativos como risco, esforço, custo, complexidade, tempo etc.) e o eixo y representando a Importância (retorno, risco caso não seja feito etc.). A partir daí posicionamos os projetos dentro desses parâmetros.
Os dois extremos (bloco superior-esquerdo e bloco inferior-direito) definem, respectivamente, o que deve ter maior e menor prioridade. Alta prioridade significa ser mais importante e ao mesmo tempo com um índice de dificuldade menor, ou seja, menor custo, ou menor complexidade, ou que pode ser feito em um menor tempo. Baixa prioridade significa ser menos importante (baixo retorno ou risco de não ser feito pequeno ou inexistente) e ao mesmo tempo um índice de dificuldade maior.
Os outros dois blocos (inferior-esquerdo e superior-direito) definem projetos que precisam ser reavaliados. No caso do primeiro bloco, por ser de baixa dificuldade mas também de pouca importância, pode ser reconsiderado. No segundo bloco, que representa alta importância e também alta dificuldade, pode ser dedicado algum esforço no sentido da simplificação, ou seja, redução do grau de dificuldade (via pesquisa de novas soluções) ou quebrado em projetos menores.
Já comentei aqui sobre editores de código. Até alguns dias atrás estava usando o InType, excelente editor, super leve e funcional, o melhor candidato para “clone” do Textmate no ambiente Windows. Inclusive o apresentei para meus alunos, e todos gostaram muito. Coloco aqui 3 vantagens do InType: rápido e enxuto, ajuda pra caramba a digitação de código e muito flexível, dando suporte para dezenas de linguagens. Ainda está na versão alfa, e continuo acompanhando de perto o desenvolvimento.
Agora convenhamos, para grandes projetos nao basta apenas uma ferramenta de ajuda na digitação, é preciso mais, muito mais. Recentemente, estudando Java, conheci o NetBeans, e em pouco tempo já me perguntei “será que tem um desses pra PHP?”… e tem!
NetBeans 6.5 Milestone tem full suporte pra PHP (e XHTML/CSS), download de apenas 15 megas e tem um monte de funcionalidades bacanas além de toda a infra para gerenciar projetos, acesso a sistemas de controle de versão, etc. Ainda tem alguns bugs, mas pra mim o que tá atrapalhando um pouco é quanto ele consome de recursos da maquina, muito, muito pesado. Considerando o que ele já me proporcionou em produtividade e organização, esse “peso” dele é tolerável.
O dilema é o mesmo: até que ponto mecanismos de monitoramento e controle ultrapassam os princípios básicos de liberdade, os direitos e a privacidade? Até que ponto interesses de empresas, representadas por políticos - que deveriam representar o povo - e usando a bandeira da “segurança”, oprimem e limitam o uso dos recursos tecnológicos, ignorando o benefício coletivo? Até que ponto o “medo” imposto a sociedade faz com que todos abram mão dos seus direitos? Até quando congresso, senado, governos e justiça, completamente ignorantes e perdidos no meio digital, continuarão atrapalhando qualquer avanço tecnológico e chamando o cidadão comum de “criminoso” e “pessoa de má fé”?
Eu mesmo disse um dia “pelo menos não estamos em Cuba ou Venezuela”, mas aqui a coisa não vai muito bem quando representantes despreparados, sem qualquer noção de tecnologia, sem nenhuma visão social ou do desenvolvimento de uma nação, e ainda de rabo-preso com corporações, decide assuntos dessa importância, como a questão dos crimes digitais.
É muito bom ver artistas que, apesar dos seus contratos com grandes gravadoras, entendem bem essa revolução tecnológica pela qual estamos vivendo, o compartilhamento de arquivos e o que tudo isso tem a ver com os negócios.
…e também a pen drives, card drives, camisetas geeks, livros e mais! O BR-Linux e o Efetividade lançaram uma campanha para ajudar a Wikimedia Foundation e outros mantenedores de projetos que usamos no dia-a-dia on-line. Se você puder doar diretamente, ou contribuir de outra forma, são sempre melhores opções. Mas se não puder, veja as regras da promoção e participe - quanto mais divulgação, maior será a doação do BR-Linux e do Efetividade, e você ainda concorre a diversos brindes!
Trabalho com desenvolvimento de software ha alguns anos, e durante esse tempo passei por algumas experiências interessantes e desastrosas. Compartilhando uma delas aqui com vocês, em 1994/95 um empresário local me contratou para criar um software aplicado a um serviço até interessante: um sistema de pesquisa de preços. Basicamente o consumidor ligaria para uma central de atendimento e consultaria o preço, por exemplo, do arroz… daí o operador no sistema mostraria onde tem o menor preço entre os supermercados da cidade, ou entre os mercadinhos do mesmo bairro, etc. É tudo no “ia” mesmo, porque não foi. O sistema foi criado mas o serviço nem chegou a funcionar (não me perguntem se eu recebi ou não o pagamento). O motivo principal de não ter dado certo, segundo soube, foi a pressão dos comerciantes locais justificando que isso prejudicaria seus negócios. Além disso o serviço era pouco prático (na época pré-internet) e para uma cidade pequena, onde em menos de 15min qualquer pessoa de qualquer bairro chega ao centro da cidade nem compensava ligar.
Ontem - enquanto estava somando preços dentro do supermercado com meu celular - me lembrei dessa história e hoje leio a notícia de que a Internet móvel ultrapassará web convencional, vejo que o iPhone lê código de barras e vários projetos pro Android seguem a mesma linha. Fico imaginando quando o consumidor comum poderá ter no celular seu próprio “sistema de pesquisa de preços”, a lista da feira com preços atualizados, já indicando onde tem os menores preços e até como chegar lá, ou ainda comparar preços, pesos e validade de produtos, ou ainda mostrar preços e promoções num determinado raio de alcance de onde estiver.
Assim como o p2p e os novos meios de distribuição de músicas, filmes etc., a tecnologia nessa direção tende a dar muito mais poder ao consumidor e mesmo os “comerciantes locais” terão que aprender a lidar com isso.
(Momento nostalgia a seguir, continue por sua conta e risco.)
O ano era 1987. Criança ainda, fuçando num armário velho na casa da minha tia, encontrei isso aqui:
Era uma revista velha - na verdade de 1984 que encontrei entregue as traças 3 anos depois - e tinha uma história supimpa do Homem de Ferro, lutando até esgotar suas energias contra esse tal de Adaptóide. A série Heróis da TV foi referência em quadrinhos na época e trazia principalmente histórias soltas e quebradas - pra variar - com os Vingadores, Surfista Prateado e aqui acolá o Conan. Era o que a gente tinha, fazer o que? Mas enfim, até hoje não sei como essa luta da história acaba (óbvio que ele não morre) mas me marcou muito e foi meu primeiro gibi de heróis. Antes, claro, só conhecia o Pato Donald, Tio Patinhas e a Turma da Mônica.
Não sei se por isso, ou por ser um herói ligado à tecnologia e ter “poderes possíveis” - nada sobrenatural, mutante ou extraterreno - me tornei um absoluto fã do Tony Stark. Com esse sentimento fui ao cinema assistir Iron Man e, poxa, que filme bacana. Sem dúvida alguma a melhor adaptação dos quadrinhos feita até hoje (isso claro até chegar o Dark Knight). A história dispensa comentários, conta como Tony Stark se tornou o Iron Man. Sobre o aspecto visual, incriveis não só os efeitos especiais como os detalhes do maquinário, circuitos, fios e tudo mais, que me lembrou muito os animês de robôs - porque os japas sim gostam de detalhismo high tech. E ainda fica aquela mensagem bacana do uso da Tecnologia para o bem da humanidade e não para as guerras.
É o filme nerd do mês.
p.s.: procurando essa capa da Heróis da TV encontrei esses dois sites aqui: Guia dos Quadrinhos (de onde tirei a imagem) e Âmago, sobre o Homem de Ferro.