Mais aqui!
As melhores fotos da Reuters:
http://www.shareordie.in/best-photos-from-reuters/
10 comandos para trabalhar com linux:
http://www.emezeta.com/articulos/10-comandos-para-trabajar-en-linux
A Internet como bode expiatório:
http://updateordie.com/updates/geral/2009/05/a-internet-como-bode-expiatorio/
Os downloads estão realmente matando a indústria de entretenimento?
http://www.guardian.co.uk/news/datablog/2009/jun/09/games-dvd-music-downloads-piracy
O Google dos Sebos:
http://revistatrip.uol.com.br/revista/177/reportagens/o-google-dos-sebos.html
Uma grande decepção - senão a maior - em relação ao Linux, pra mim, é no quesito GAMES. Existem pouquíssimos games para a plataforma linux, e mesmo assim a maioria dos que são divulgados com fogos de artifício pelos entusiastas do software livre são de qualidade duvidosa (pra não dizer algo pior) contando como diferencial apenas a boa vontade (e a “vista grossa”) desses linux users.
Claro, palmas para os esforçados desenvolvedores que pensaram no pinguim mas, convenhamos, o cenário ainda está pequeno e amador demais. Até mesmo as game houses “Indie”, em peso, preferem investir na plataforma da Microsoft ou diretamente nos consoles.
E novamente vejo o quanto o linux continua distante do usuário comum e leigo. Claro que o Windows não é essa maravilha de usabilidade, mas ainda está mais próximo desse público mesmo com suas aberrações e falta de segurança. Atribuo essa desvantagem do linux a dois fatores: desorganização e o perigoso pensamento “siga o líder”.
A desorganização veio com a história e está enraizada, paradoxalmente, na própria filosofia do software livre, ou seja, muita gente fazendo muita coisa - coisas boas, contribuindo claro - mas ao mesmo tempo cada um defendendo sua distro e “empurrando” para o usuário comum um linux santo mesmo sem avaliar se vai mesmo ajudá-lo dentro das suas limitações… limitações essas, diga-se de passagem, naturais e óbvias, já que o usuário não é obrigado a ser um geek para usar bem a tecnologia no seu trabalho. Aquelas antigas imagens do Bill Gates como o capeta me vem à mente agora, provando a imaturidade dessa galera de tempos atrás. A produção depois do advento do software livre continua sendo absurda, e devemos boa parte do que temos e usamos hoje a isso, porém me refiro aqui ao outro lado, o lado caótico que, durante muito tempo, tomou o mundo freesoftware.
Outro ponto é o “siga o líder”. Isso significa entrar em um mercado baseando seu negócio no que já é feito pelos maiorais, na intenção de ser mais facilmente aceito pelo público consumidor. Uma prova que mostra essa postura - e o que pode ser um “tiro no pé” - é o OpenOffice. Já comentei aqui sobre isso: o OpenOffice sempre tentou seguir o Office da Microsoft, na esperança de se tornar um concorrente, uma alternativa para o usuário. Isso foi bom por um tempo, mas foi também ruim quando a Microsoft lançou o Office 2007, mudando radicalmente o modo de operar o software. O ambiente KDE também segue essa tática, apostando no visual do Windows. O problema é que essa prática é também limitante, deixando os competidores sempre atrás do líder. O mais curioso é que justamente por ser software livre, descentralizado e sem a gana por lucro, os desenvolvedores teriam - e ainda tem - liberdade de ousar, de criar algo novo, diferente, focado no usuário, apresentando novas formas de fazer as coisas.
Isso tudo atrasa demais o software livre, infelizmente. O Ubuntu é, a meu ver, a grande iniciativa de botar “ordem na casa” e pensar no usuário, e ainda assim aproveitando bem a grande massa de software produzido no mundo todo. Claro, existe uma empresa por trás, planejando, organizando, e quando se fala em mercado, concorrência (ainda mais em relação aos gigantes que temos hoje), isso é necessário. O estilo mambembe, solto e descompromissado não ajuda muito nesse ambiente de disputa.
Continuo apostando minhas fichas no Ubuntu, vamos ver até onde vai.
Muito interessante o texto feito por Mitchel Resnick, pesquisador do MIT Media Lab, sobre o que significa ser de fato “Tecnologicamente Fluente”. O documento original você pode baixar aqui: fluency-v3.pdf, mas fiz questão de traduzir abaixo. É um bom norte do que nós, educadores da área de TI, podemos contribuir no ensino de informática.
Lá vai:
Fluência Tecnológica
O que significa ser “tecnologicamente fluente”? Considere a analogia com o aprendizado de uma língua estrangeira. Imagine alguém que aprendeu algumas frases, consegue ler cardápios em restaurantes e perguntar sobre localização de alguns pontos em uma rua. Você a consideraria fluente nessa língua? Certamente não.
Este tipo de conhecimento é equivalente a como a maioria das pessoas usa o computador nos dias de hoje. Este conhecimento é útil? Sim. Mas não é fluência. Para ser verdadeiramente fluente em uma língua você deve ser capaz de articular idéias complexas ou contar histórias – isto é, você deve ser capaz de “fazer coisas” usando esse conhecimento.
De forma similar, ser tecnologicamente fluente envolve não somente o conhecimento de como usar as ferramentas tecnológicas, mas também saber como construir coisas significativas com essas ferramentas.
Habilidade para usar o computador
· Usar recursos básicos do sistema operacional
· Usar e entender os programas aplicativos convencionais (editor de texto, etc.)
· Procurar, encontrar e usar informações da Internet
Habilidade para aprender novos caminhos de utilização do computador
· Aprender a usar novos recursos de um programa conforme a necessidade
· Aprender a usar novos programas e ferramentas
· Se sentir confortável em aprender novos recursos/programas
· Fazer uso de vários programas em um mesmo projeto
· Customizar programas conforme a necessidade
· Usar recursos de um programa de maneira não convencional
Habilidade para criar coisas com o computador
· Criar documentos, imagens, animações, sons, modelos, etc.
· Revisar suas criações
· “Debugar” suas criações quando algo der errado
· Entender os limites do que é possível com a ferramenta utilizada
· Iterativamente modificar e estender suas criações e idéias
· Escrever programas de computador para projetos mais expressivos
· Criar artefatos com mais recursos e interações
Habilidade para criar coisas com as suas próprias idéias
· Gerar idéias para o que você quer criar
· Desenvolver um projeto desde a inspiração inicial até o trabalho pronto
· Escolher o programa/ferramenta ideal para o que você quer criar
· Incorporar mais de suas idéias/emoções aos seus projetos
Habilidade de usar a tecnologia em prol da comunidade
· Compartilhar idéias e projetos com a comunidade
· Colaborar com projetos na comunidade
· Modificar e estender projetos de outras pessoas na comunidade
· Ajudar outras pessoas a aprender novos recursos, programas e idéias
· Criar coisas que façam sentido para a comunidade
Entender os conceitos relacionados à atividade tecnológica
Alguns exemplos:
· Entender perspectiva na criação de imagens
· Entender estímulos e respostas em um projeto de robótica
· Entender matemática para coordenar objetos em uma animação
· Entender conceitos de programação, como variáveis e condicionais
· Usar esses conceitos em outros contextos e situações
· Usar uma abordagem sistemática/científica para desenvolver a solução de problemas
By: MIT Media Lab
Esse post do Smashing Magazine foi mesmo matador: 12 Principles For Keeping Your Code Clean. Dicas simples e super importantes para um código melhor.
Obrigatório principalmente pra quem tá começando no desenvolvimento web.
Vai aqui uma dica excelente: CURSO DE PYTHON oferecido pelo InFog. Grande iniciativa! Tá aqui mais uma boa oportunidade pra aprender A linguagem de programação :P
Será realizado no próximo dia 01/11/2008, no Senac da cidade de Iguatu-CE, o ENCONTRO PHP E JAVA, um evento que vai reunir grandes profissionais da área.
Promete! Nossa região aqui precisa de mais eventos dessa natureza, para reunir a galera e sintonizar as idéias.
Mais informações:
É isso ae!
Enquanto não volto a escrever alguma coisa mais séria, fica aqui a dica de 2 sites com toneladas de wallpapers no tamanho widescreen (1280×800 ou maiores) para seu notebook. Difícil vai ser escolher um.
:)
Recentemente adquiri um notebook Compaq Presario C770BR (série C700), com o Windows Vista Home Basic instalado. Como meu trabalho envolve basicamente ensino e desenvolvimento de software (com ênfase nas aplicações web), o ambiente mais produtivo e amigável pra mim não é o Windows, e sim o Linux, especificamente o Ubuntu. Por isso, não pensei duas vezes em instalar o Ubuntu como sistema principal do notebook, mantendo o Vista apenas para alguma eventualidade como, por exemplo, contato com o suporte técnico.
A instalação do Ubuntu (versão 8.04 “Hardy Heron”) foi absurdamente simples e me consumiu no máximo 20 minutos. Não tive problemas em, a partir do instalador do Ubuntu, reparticionar o disco rígido, inclusive apagar a tradicional partição de recovery que vem nos notebooks. Após o processo de instalação percebi que já ficou funcionando praticamente tudo, exceto o Wifi e o controle de brilho da tela via teclado (Fn+F7 e Fn+F8). O problema do wifi é, de certa forma, compreensível em se tratando de um driver proprietário, mas o controle de brilho sinceramente não entendi já que existe solução via script (ou “no braço”) para mudar o brilho e todas as demais teclas de função (Fn) do notebook funcionaram normalmente.
Tirando esse detalhe, o sistema funciona perfeitamente bem. Conectei a internet (banda larga) e baixei tudo que eu preciso via Synaptic. Em pouco tempo já estava com meu ambiente de trabalho ok.
O problema do Wifi resolvi seguindo esses posts do ótimo blog do Gerry Ilagan:
Curiosamente o botão do próprio notebook para ligar e desligar o wifi continua não funcionando, como também o led indicativo fica sempre “vermelho”, como se estivesse desligado. Mesmo assim, o wifi funciona.
No caso do brilho, via Terminal fiz isso:
sudo -s echo -n 50 > /proc/acpi/video/OVGA/DD03/brightness
Funcionou, reduziu em 50% o brilho, que pra mim é o ideal. Só não sei ainda como associar as teclas de Fn a um script que faça isso. Quem souber, por favor me diga! :P
Partindo pro visual, segui algumas dicas desse site que ensina como deixar o Ubuntu com a “cara” do MacOS Leopard. Ok, é bobagem, mas não deixa de ser engraçado mexer com essas coisas :D
Não deixei exatamente igual ao Mac, ficou no meio termo. Olhem só como está agora meu desktop:
Partindo para as ferramentas de trabalho, estava preocupado no que fazer sem o InType, que sem dúvida alguma é o melhor editor de código para Windows, a la Textmate. Mas a preocupação durou pouco. Após testar sem sucesso o Screem, Quanta Plus e o Scite, vi que o editor padrão do Gnome, o GEdit, já serve muitíssimo bem, com até mais features do que o InType. Basicamente peguei uma série de dicas desses sites:
Pra quem quiser se aventurar no Ubuntu, além da documentação oficial e do recém lançado manual em português (no formato PDF) recomendo muito o blog Dicas e Truques para Ubuntu.
É isso!
Continuando a série sobre os Indie Games (veja a parte 1 e a parte 2), vou falar hoje sobre o flOw, mais um ótimo exemplo do poder dos jogos independentes.
Para quem gosta de jogos e acompanha o que surge na rede, não tenho dúvidas de que já tenha ouvido falar de flOw (mais na Wikipédia):


Comentei anteriormente que um jogo indie, por não dispor de muitos recursos, tem que se valer da criatividade, e isso pode ser melhor traduzido como ter elementos inovadores para os padrões, quebrar paradigmas (seja na história, roteiro, engine gráfica, música, arte), apresentar idéias simples a partir de outros pontos de vista e, acima de tudo, explorar as sensações, os sentimentos e a inteligência do jogador.
Boa parte desses aspectos podemos encontrar em flOw, um jogo simples, criativo, tranquilo (relaxante até) com jogabilidade intuitiva e um aspecto inovador: não possui níveis pré-definidos de dificuldade (fácil, médio ou impossível), mas sim consegue se adaptar as respostas do jogador, apresentando uma dificuldade compatível. Foi o resultado do DDA (dynamic difficulty adjustment), parte de uma pesquisa acadêmica do chinês Jenova Chan, criador do flOw. Explicar o jogo é fácil: nele o jogador assume o papel de um worm aquático que, seguindo a movimentação do mouse, se alimenta de microorganismos para se desenvolver, eventualmente brigando com outros seres. Simples né?
Jenova Chan, game designer, decidiu seguir a linha dos jogos mais tranquilos (ou não-violentos) e seu primeiro jogo - Cloud - no qual uma criança voa e brinca com as nuvens, foi um grande sucesso.


flOw, seu segundo projeto - inicialmente desenvolvido em Flash e disponibilizado de graça - rapidamente se espalhou pela web, e todo o cuidado, qualidade, simplicidade e inovação rendeu críticas positivas, elogios, prêmios e ainda chamou a atenção da Sony, com a qual firmou contrato para o desenvolvimento de uma versão para PS3, seguindo portanto o caminho dos consoles, a exemplo do Alien Hominid.


Atualmente Jenova Chan possui sua própria “Game House” - a ThatGameCompany - e está produzindo seu terceiro game, também para o PS3, o Flowers.

Vale a leitura das entrevista do Chan AQUI e AQUI.
No próximo post da série vou falar sobre os modelos de negócios para jogos independentes.
Até! :)