O dilema é o mesmo: até que ponto mecanismos de monitoramento e controle ultrapassam os princípios básicos de liberdade, os direitos e a privacidade? Até que ponto interesses de empresas, representadas por políticos - que deveriam representar o povo - e usando a bandeira da “segurança”, oprimem e limitam o uso dos recursos tecnológicos, ignorando o benefício coletivo? Até que ponto o “medo” imposto a sociedade faz com que todos abram mão dos seus direitos? Até quando congresso, senado, governos e justiça, completamente ignorantes e perdidos no meio digital, continuarão atrapalhando qualquer avanço tecnológico e chamando o cidadão comum de “criminoso” e “pessoa de má fé”?
Eu mesmo disse um dia “pelo menos não estamos em Cuba ou Venezuela”, mas aqui a coisa não vai muito bem quando representantes despreparados, sem qualquer noção de tecnologia, sem nenhuma visão social ou do desenvolvimento de uma nação, e ainda de rabo-preso com corporações, decide assuntos dessa importância, como a questão dos crimes digitais.
Alguns textos sobre o assunto:
Manifesto em defesa da liberdade e do progresso do conhecimento na Internet brasileira
Petição OnLine contra o projeto do Azeredo
Update (10/7): Petição online com mais de 11 mil assinaturas, mas a PALHAÇADA segue firme.
Update (15/7): Petição online agora com mais de 52 mil assinaturas, e via Terramel uma SUPER PALHAÇADA do Senado: banner por 48 mil reais/mês.