1) Nas minhas aulas, nos cursos básicos de informática, quando falo em software, tipos de software etc., sempre percebo a “surpresa” dos alunos ao descobrirem que o [windows/office/corel] que tem nos seus computadores são programas piratas, ou seja, eles deveriam ter pago por eles, mas não pagaram. A maioria tem a idéia - natural e intuitiva - de que os programas “já vem” no computador. Se pagaram pelo computador, é certo que este tenha programas.
2) As grandes redes de varejo estão agora vendendo desktops e até notebooks com o Linux, claramente uma tentativa de conseguir preços menores. Mas o cliente, ao sair de uma loja dessas pode - por 30 reais ou menos - “apagar a porcaria” que vem no computador e colocar o Windows, orientação dada geralmente pelo próprio vendedor.
Nos dois casos percebo o desconhecimento. Especificamente com os meus alunos, alguns perguntam onde e como comprar o Windows original - e até o fazem - mas a maioria mesmo busca uma alternativa livre, uma postura que contraria o senso comum do “todo mundo usa sem pagar, por que não posso?” (jeitinho brasileiro sempre presente, é claro!).
O que importa saber, mesmo pra quem é novato na informática, é sobre a qualidade, usabilidade e interoperabilidade do software.
A questão aqui é: nem sempre há intencionalidade, ou má fé, em usar software pirata, e definitivamente o consumidor não é um criminoso. O que existe geralmente é uma prática que é replicada, se tornando comum, sem a informação completa.
No caso das lojas, sinceramente, se elas passassem a adotar o Kurumin ou Ubuntu - sistemas excelentes - e não o seja-lá-o-que-for (pra não dizer coisa pior) que elas instalam nos computadores, os usuários poderiam ter a chance real de usar um sistema mais amigável - e poderiam economizar 30 reais. :)
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