Continuando a série sobre os Indie Games (veja a parte 1 e a parte 2), vou falar hoje sobre o flOw, mais um ótimo exemplo do poder dos jogos independentes.

Para quem gosta de jogos e acompanha o que surge na rede, não tenho dúvidas de que já tenha ouvido falar de flOw (mais na Wikipédia):

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Comentei anteriormente que um jogo indie, por não dispor de muitos recursos, tem que se valer da criatividade, e isso pode ser melhor traduzido como ter elementos inovadores para os padrões, quebrar paradigmas (seja na história, roteiro, engine gráfica, música, arte), apresentar idéias simples a partir de outros pontos de vista e, acima de tudo, explorar as sensações, os sentimentos e a inteligência do jogador.

Boa parte desses aspectos podemos encontrar em flOw, um jogo simples, criativo, tranquilo (relaxante até) com jogabilidade intuitiva e um aspecto inovador: não possui níveis pré-definidos de dificuldade (fácil, médio ou impossível), mas sim consegue se adaptar as respostas do jogador, apresentando uma dificuldade compatível. Foi o resultado do DDA (dynamic difficulty adjustment), parte de uma pesquisa acadêmica do chinês Jenova Chan, criador do flOw. Explicar o jogo é fácil: nele o jogador assume o papel de um worm aquático que, seguindo a movimentação do mouse, se alimenta de microorganismos para se desenvolver, eventualmente brigando com outros seres. Simples né?

Jenova Chan, game designer, decidiu seguir a linha dos jogos mais tranquilos (ou não-violentos) e seu primeiro jogo - Cloud - no qual uma criança voa e brinca com as nuvens, foi um grande sucesso.

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flOw, seu segundo projeto - inicialmente desenvolvido em Flash e disponibilizado de graça - rapidamente se espalhou pela web, e todo o cuidado, qualidade, simplicidade e inovação rendeu críticas positivas, elogios, prêmios e ainda chamou a atenção da Sony, com a qual firmou contrato para o desenvolvimento de uma versão para PS3, seguindo portanto o caminho dos consoles, a exemplo do Alien Hominid.

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Atualmente Jenova Chan possui sua própria “Game House” - a ThatGameCompany - e está produzindo seu terceiro game, também para o PS3, o Flowers.

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Vale a leitura das entrevista do Chan AQUI e AQUI.

No próximo post da série vou falar sobre os modelos de negócios para jogos independentes.

Até! :)

Posted in web at September 8th, 2008. No Comments.

Na primeira parte dessa série comentei sobre o que envolve montar um negócio. Agora chegou o momento de compartilhar algumas lições aprendidas com base em uma experiência real: uma empresa que tive há alguns anos atrás, na época ainda da “web 1.0″. Colocarei aqui o assunto da forma como vejo, os fatores que - para o meu negócio - foram decisivos:

#1 - Definição do negócio e conhecimento do mercado: Saber quem vai consumir seus produtos ou serviços e saber se seus produtos ou serviços atendem as necessidades e os desejos desses consumidores. É uma idéia batida, mas garanta que isso seja atendido, mantenha esse foco. A preocupação com concorrência é válida, mas a existência de outras empresas que oferecem o mesmo não indica que deve desistir ou mudar de ramo, o que importa aqui é a relação “o que ofereço” e “quem paga por isso”. Por mais concorrentes que existam em um cenário pode acreditar que sempre tem espaço para algo a mais, algo diferente, algo inovador, ou no mínimo algo que foi deixado de lado e que faria a cabeça de novos clientes. Conhecer o cenário indica também conhecer seus possíveis parceiros (pessoas ou empresas que podem indicar seu produto ou trabalhar junto, como fornecedores e outros profissionais), saber como a informação circula e o que melhor atinge seus consumidores (por exemplo saber se existem eventos onde possíveis clientes se reunem, como feiras e congressos). Ao definir um negócio, não tenha medo de ousar. Se for serviço, não tenha medo de, por exemplo, ser especialista em uma coisa só (e de alto valor no mercado) ao invés de pegar tudo que aparece. Conheço muita gente que trabalha com manutenção de computadores, todos lidando o dia inteiro, todo dia, com os mesmos problemas, ganhando várias pequenas parcelas de dinheiro. Nenhum deles foi mais fundo, nenhum deles é, por exemplo, especialista em notebook. Ser especialista em notebook é uma boa? Tem mais valor no mercado? Com certeza!

#2 - Regras do Jogo: Tudo aquilo que é necessário saber para montar e manter uma empresa nesse país, ou seja, as leis, impostos, regras de contrato, contabilidade, etc. Em primeiro lugar ter um Contador (ou Escritório de Contabilidade especializado) é muito importante, só que mais importante ainda é entender como tudo funciona antes de contratar um.  Isso significa, por exemplo, entender o que é Imposto de Renda e quais as obrigações junto ao INSS, Prefeitura e Receita Federal. Na contratação de um Contador ou Escritório de Contabilidade por favor seja cauteloso, investigue, saiba para quais outras empresas eles trabalham, verifique a estrutura do escritório, cheque as referências. Acredite quando eu digo, tudo isso é MUITO SÉRIO. Da mesma forma como qualquer serviço, não escolha o que cobre menos, vá pelo que faz melhor, até porque é a sua empresa que vai estar “nas mãos dele”. Um erro, uma data esquecida, representa multas e uma bola de neve de problemas. Uma recomendação a mais: não abra mão da ajuda de um advogado, pode ser alguém conhecido ou algum profissional especializado, principalmente em questões trabalhistas e Defesa do Consumidor, que possa dar uma consultoria. No caso do seu serviço envolver contratos, licença de softwares, a ajuda de um advogado é obrigatória, mas um que entenda disso. Por exemplo, pouquíssimos profissionais dessa área tem noção do que seja a GPL ou o Creative Commons.

#3 - Plano de Negócios: Não precisa ser rigoroso - a não ser que esteja em busca de empréstimo ou investimento de terceiros. Basicamente você precisa colocar no papel tudo sobre o seu negócio da forma mais prática, objetiva e realista possível, principalmente a parte financeira. É saber de antemão e especificar quais os produtos e serviços, os custos e os ganhos, incluindo os impostos e todas as Regras do Jogo. Mais ainda, faça o exercício de tentar descrever o que você mesmo se propõe a fazer, comercializar e ganhar como se tivesse que convencer um investidor. Nessas horas muitas verdades vem à tona, acredite! Um erro comum em vários planos é superestimar os ganhos. Por exemplo: “ah, tem 300 empresas na região, cada uma pagando mensalmente 50 reais… vou ter 15 mil por mês!!!”, ok, o cálculo está correto, mas será que existem mesmo essas 300 empresas? Será que todas elas estão dispostas a pagar esse valor? Será que pelo menos 10% delas se interessam pelo seu serviço?

#4 - Tempo e Organização: Esse ponto é um dos mais complexos porque trata do dia-a-dia, da forma como os trabalhos são organizados e desenvolvidos. A primeira idéia aqui é sobre como encarar o negócio. Muitos já tem seus empregos, outras atividades e se aventuram também com uma empresa. Para essas pessoas, essa empresa nunca vai deixar de ser um “bico”. Um negócio requer, antes de tudo, dedicação, requer tempo. Não pense que dá pra tocar um negócio trabalhando 4 horas por dia (atendendo clientes, gerenciando pessoas) quando a prioridade é o outro emprego que dá aquele “sustento” fixo todo mês. Pra quem é freelancer (pega um serviço ou outro de forma irregular) até pode ser aceitável, mas uma empresa de verdade, com mais de uma pessoa além de você, com impostos a pagar e tudo mais? Sem chance. A segunda idéia é a da organização: utilize algum sistema de organização das tarefas, um gerenciador de Projetos. Não precisa ser um MS Project, até porque existem várias alternativas online, mas utilize um, qualquer um que você possa acompanhar, a qualquer momento, o andamento dos projetos, e que você possa classificar e filtrar por cliente, por tipo de projeto, por pessoal envolvido, etc. Mais ainda, esse aspecto de organização tem que atingir o cliente também, para que ele acompanhe o projeto, participe. Sem um mínimo de organização é impossível fazer, por exemplo, um contrato que pelo menos se aproxime de ser cumprido.

#5 - Equipe e Sintonia: Todos na sua equipe tem que, além de saber trabalhar bem, estar em sintonia com o propósito da empresa, os objetivos, a forma de agir, a filosofia do negócio, falar a mesma língua. Não importa se são amigos, parentes, tem que estar sintonizados. Muitas vezes na ansiedade e até medo inicial de montar um negócio há uma tendência de chamar alguém “de confiança”, aquelas pessoas mais próximas. Nada de errado com isso, mas sinceramente tenha mais medo quando sua empresa se sujar por um trabalho realizado de forma insatisfatória por parte de alguem que não está realmente sintonizado com o negócio. Garanta de que todos estejam no mesmo barco. Muitos pensam que chamar aquele amigo de infãncia, ou o cunhado, pode ser cômodo porque, por serem amigos, vão ser mais complacentes com a situação mambembe da empresa. É preferível que você invista em estrutura e ofereça condições para que profissionais realmente competentes - mesmo que não sejam conhecidos - possam trabalhar na sua empresa.

#6 - Longo Prazo: Fácil, tenha uma visão de longo prazo, para onde sua empresa vai. Pode acreditar que sem uma visão, sem um plano de longo prazo sua empresa vai apenas “apagar incêndio”, dia após dia, e mais cedo ou mais tarde serão engolidos. Simples assim. Isso significa que é importante que mantenha com frequência um debate sobre o futuro, as perspectivas, e dediquem um tempo para isso (estudar, pesquisar). Analisar o mercado e o negócio é um processo constante, e a empresa deve ter um rumo, um norte.

Para completar, o ensino em nosso país não desenvolve muito bem - ou quase nada - a postura empreendedora dos indivíduos, menos ainda prepara realmente para um negócio real. A realidade é um pouco diferente das poucas cartilhas, gráficos e teorias que se vê por aí, exige mais, exige algo que só a experiência pode dar. Por isso recomendo que, se você for estudante e quer montar um negócio no futuro, tente participar de alguma Empresa Júnior. Várias universidades pelo país possuem essas entidades e vale a pena, eu diria até que é o único lugar dentro do ambiente acadêmico onde se pode realmente ter uma experiência dessas.

A série continua… no próximo post vou colocar algumas boas referências para quem quiser saber mais sobre isso e falar um pouco sobre os novos modelos de negócios da web 2.0

Algum comentário?

Posted in web at September 6th, 2008. 2 Comments.

Um post rápido pra começar a semana:

1. Fotos pra você babar - Googleplex pelo mundo afora:

2. Equações do 2º grau em Python, mais uma dica do Élcio:

3. Omelete fez um ótimo review do Spore - o jogo mais esperado dos últimos tempos (pra quem gosta de jogos de estratégia claro). Lançamento agora em Setembro e já tem até pré-venda.

Posted in web at August 25th, 2008. No Comments.

Quero compartilhar com vocês uma grande experiência que tive quando decidi abrir a minha própria empresa e algumas reflexões sobre isso. Vou dividir o assunto em uma série de posts que tem início hoje. Nessa primeira parte vou comentar de forma geral o que é essa coisa de “monte seu próprio negócio”.

Desde sempre as pessoas, em geral, perseguem o sonho do dinheiro fácil. Quem tem blog, por exemplo, vive falando em “monetizar“, apostando que o Google Adsense vai, do nada, sustentar todo mundo que monta um blog pelo resto da vida. Há quem invista na moda do momento, a Bolsa de Valores, acreditando que vai comprar uma mansão no Morumbi em menos de um ano, mesmo que não entenda nada de mercado financeiro. Conheci pessoas que, anos atrás, caíram em uma empresa que promovia o tal “marketing em rede” e depois levantaram só pra cairem novamente em outra empresa do mesmo naipe (sem links por motivos óbvios).

Modismos a parte, até hoje nada bate o “monte seu próprio negócio“. É o top hit. Acredito que todo mundo, mesmo que por um momento, já pensou ou ainda pensa nisso. Diferente do adsense, marketing em rede e da bolsa de valores, montar seu próprio negócio pode realmente funcionar independente de quantos livros já foram escritos sobre isso. Porém, um aspecto é comum a todos e está diretamente relacionado com o sucesso ou fracasso: o Conhecimento.

Conhecer o adsense, perceber que está relacionado ao conteúdo, ter um bom conteúdo e saber que matematicamente o Google não vai te sustentar pelo resto da sua vida. Conhecer o mercado financeiro, as regras, as estatísticas e fórmulas, as tendências, as empresas, e saber que é preciso ter dinheiro para investir e os riscos envolvidos. Conhecer o marketing em rede, entender que estatísticamente você está ferrado se houver mais de uma pessoa acima de você nessa rede.

Da mesma forma, “montar seu próprio negócio” envolve antes de tudo conhecer o mercado, conhecer muito bem seu próprio produto ou serviço, conhecer a relevância disso para o mercado, conhecer o cliente, conhecer as leis e impostos, conhecer o fluxo financeiro, custos e preço de venda, entender de contratos, saber lidar com clientes, fornecedores, sócios e funcionários (tratar bem um estagiário por exemplo), acompanhar as tendências, etc etc etc. Em outras palavras: não é fácil e não é pra todo mundo. Quem busca fugir de um patrão, por exemplo, ao montar o negócio consegue de brinde dezenas deles, cada cliente, empregado e fornecedor é um patrão que vai cobrar e cobrar muito.

Um exemplo clássico - e triste - disso é o caso de vários bancários que saíram de seus respectivos bancos com uma boa grana e seguiram cegamente o sonho do negócio próprio. Não creio que exista estatísticas especificamente desse caso, mas acredito que pelo menos 75% deles se f… quer dizer, não obtiveram êxito. Desse universo, surgiram várias idéias boas sendo totalmente mal implementadas, e idéias ruins que nem todas as cartilhas do Sebrae foram suficientes para salvá-las.

E por falar em estatísticas, segundo esta matéria do Sebrae, 78% das empresas abertas no período de 2003 a 2005 continuam no mercado, bem diferente da mesma pesquisa feita com empresas abertas de 2000 a 2002 onde sobreviveram apenas 50%. De acordo com a mesma matéria, o Sebrae atribui essa significativa evolução ao Nível de Conhecimento dos empreendedores, não só buscam mais informações sobre o mundo dos negócios com também estão aumentando o nível de escolaridade. Viu só?

Claro que além do conhecimento, não podemos deixar de lado a visão de negócio - ver oportunidades em tudo - a coragem, persistência, disposição pra enfrentar desafios, lidar com problemas, criatividade, uma boa equipe e uma boa idéia. Tudo isso forma uma “postura empreendedora“. Existe aquele perfil do empreendedor nato, ou aquele que já vem de um contexto onde a educação familiar - vide Pai Rico Pai Pobre - é favorável. Mas a postura empreendedora pode ser desenvolvida sim, inclusive por necessidade, como bem lembrado pelo nosso amigo lavador de roupa suja.

Nem de longe quero jogar água fria na idéia de montar um negócio, pelo contrário, fazer tudo isso com os pés no chão, e não motivado por modismos.

É isso, no próximo post a continuação…

Posted in web at August 22nd, 2008. 1 Comment.

Uma pesquisa feita com 3000 usuários do Windows Vista demonstrou que 35% deles fizeram o downgrade para o Windows XP. Esses usuários compraram PCs (em especial os notebooks) de grandes fabricantes a exemplo da Dell e HP, que costumam vender seus equipamentos já com o Windows Vista pré-instalado - prática comum da Microsoft para impor seus Sistemas. O processo de downgrade é permitido pela licença de uso da Microsoft e alguns fabricantes, como a HP, já pensam em oferecer essa opção para o consumidor.

Claro que essa pesquisa pode não representar exatamente a realidade, mas há um consenso de que o Vista, apesar de mais “bontinho” que o XP, é um grande fiasco. Foi lançado na hora errada - ou da forma errada - já que a maior parte das reclamações são por conta da baixa performance em relação ao XP (mesmo nas absurdas configurações recomendadas pela Microsoft). Há reclamações também sobre a ausência de uma real vantagem no upgrade (já que esse sistema não trouxe efetivamente nada de novo, ou nada que compense a compra da nova versão) e o tradicional baixo nível de comunicação com o usuário em sua interface - incluindo a “paranóia” por segurança - em relação a outros sistemas, como o MacOS e o próprio Linux (como o Ubuntu), que são seguros e ao mesmo tempo possuem uma comunicação bem mais amigável com o usuário.

Curiosamente, o próprio processo de downgrade é também motivo de reclamação, principalmente com os notebooks, devido a falta ou dificuldade em se conseguir os drivers de dispositivos para Windows XP, frustrando muitos usuários que tentam “se livrar” do Vista.

Apesar da Microsoft já ter praticamente tirado de linha, o Windows XP ainda vai rodar por muito tempo, e ela tem que estar pronta para dar uma resposta a esses consumidores.

via Kabytes.

Posted in web at August 20th, 2008. No Comments.

Venho acompanhando o movimento dos Indie Games desde 2006, quando o lavador de roupa suja me falou a respeito. Indie Game, ou Independent Game, é o nome dado aqueles jogos que estão fora do “mainstream”, sem o investimento da grande indústria dos jogos. São desenvolvidos em pequenos grupos ou, em alguns casos, por caras que sozinhos cuidam da programação, arte, animação, som e tudo mais que tiver envolvido no processo de Desenvolvimento de Jogos. Uma parcela desses independentes é formada por ex-funcionários dessa indústria que resolveram tentar um negócio próprio.

Por não contarem com muitos recursos, principalmente para o marketing, a base de operações dessa galera acaba sendo unicamente a internet. Existem vários sites que divulgam - como o ótimo Jay is Games e o IndieGames.com - e outros que hospedam e oferecem um suporte maior a esses desenvolvedores independentes, a exemplo do Newsground e o ArmorGames, especializados em jogos feitos com Adobe Flash, populares na web. Tem também um Independent Game Festival, que todo ano premia os melhores jogos independentes. É praticamente uma outra camada desse mundo que a gente só costuma conhecer por meio dos “big players” como Blizzard, Eidos, Ubisoft, Rockstar e por aí vai.

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Vejam só o exemplo da Newsground. Começou em 1995 como um portal que hospedava animações e jogos. Em 2002 o criador do site, Tom Fulp (programador), e Synj (artista gráfico) criaram em Flash o jogo independente Alien Hominid. Foi um sucesso absoluto, tanto que em 2004, após 15 meses de trabalho, foi portado para o mundo dos consoles. Hoje é um game de peso, comercializado para quase todos os consoles, inclusive estão lançando o Alien Hominid HD pro Xbox360. Isso tudo sem falar nos produtos relacionados, como bonés, camisetas, canecas e action figures.

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A equipe de desenvolvedores aumentou e hoje possuem a empresa The Behemoth, e lançando outro jogo que promete, o Castle Crashers.

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Mas este é apenas o primeiro de uma série sobre os Indie Games, no próximo post vou falar sobre alguns jogos que estão se destacando e como eles ganham dinheiro.

Até mais.

Posted in web at August 19th, 2008. 4 Comments.

Uma das maiores dificuldades - senão a maior - de quem lida com vários projetos e atividades é estabelecer adequadamente quais são as prioridades. No site Agile Software Development tem um artigo interessante sobre isso. Basicamente o autor propõe o uso de uma matriz “Dificuldade x Importância” realmente simples para análise:

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No gráfico acima temos o eixo x representando a Dificuldade (aspectos negativos como risco, esforço, custo, complexidade, tempo etc.) e o eixo y representando a Importância (retorno, risco caso não seja feito etc.). A partir daí posicionamos os projetos dentro desses parâmetros.

Os dois extremos (bloco superior-esquerdo e bloco inferior-direito) definem, respectivamente, o que deve ter maior e menor prioridade. Alta prioridade significa ser mais importante e ao mesmo tempo com um índice de dificuldade menor, ou seja, menor custo, ou menor complexidade, ou que pode ser feito em um menor tempo. Baixa prioridade significa ser menos importante (baixo retorno ou risco de não ser feito pequeno ou inexistente) e ao mesmo tempo um índice de dificuldade maior.

Os outros dois blocos (inferior-esquerdo e superior-direito) definem projetos que precisam ser reavaliados. No caso do primeiro bloco, por ser de baixa dificuldade mas também de pouca importância, pode ser reconsiderado. No segundo bloco, que representa alta importância e também alta dificuldade, pode ser dedicado algum esforço no sentido da simplificação, ou seja, redução do grau de dificuldade (via pesquisa de novas soluções) ou quebrado em projetos menores.

Vale a leitura do artigo completo.

Posted in web at August 7th, 2008. 2 Comments.

Excelente artigo da Business Pundit que conta um pouco da história de 25 pessoas que conseguiram erguer impérios começando praticamente do zero. Entre eles, claro, Henry Ford, Steve Jobs, Bill Gates, Sergey Brin e Larry Page (Google). Vale a leitura.

Via Kabytes.

Posted in web at July 27th, 2008. No Comments.

Continuando a “Semana Nostalgia”…

Trabalho com desenvolvimento de software ha alguns anos, e durante esse tempo passei por algumas experiências interessantes e desastrosas. Compartilhando uma delas aqui com vocês, em 1994/95 um empresário local me contratou para criar um software aplicado a um serviço até interessante: um sistema de pesquisa de preços. Basicamente o consumidor ligaria para uma central de atendimento e consultaria o preço, por exemplo, do arroz… daí o operador no sistema mostraria onde tem o menor preço entre os supermercados da cidade, ou entre os mercadinhos do mesmo bairro, etc. É tudo no “ia” mesmo, porque não foi. O sistema foi criado mas o serviço nem chegou a funcionar (não me perguntem se eu recebi ou não o pagamento). O motivo principal de não ter dado certo, segundo soube, foi a pressão dos comerciantes locais justificando que isso prejudicaria seus negócios. Além disso o serviço era pouco prático (na época pré-internet) e para uma cidade pequena, onde em menos de 15min qualquer pessoa de qualquer bairro chega ao centro da cidade nem compensava ligar.

Ontem - enquanto estava somando preços dentro do supermercado com meu celular - me lembrei dessa história e hoje leio a notícia de que a Internet móvel ultrapassará web convencional, vejo que o iPhone lê código de barras e vários projetos pro Android seguem a mesma linha. Fico imaginando quando o consumidor comum poderá ter no celular seu próprio “sistema de pesquisa de preços”, a lista da feira com preços atualizados, já indicando onde tem os menores preços e até como chegar lá, ou ainda comparar preços, pesos e validade de produtos, ou ainda mostrar preços e promoções num determinado raio de alcance de onde estiver.

Assim como o p2p e os novos meios de distribuição de músicas, filmes etc., a tecnologia nessa direção tende a dar muito mais poder ao consumidor e mesmo os “comerciantes locais” terão que aprender a lidar com isso.

Posted in web at May 15th, 2008. 3 Comments.

É mais do que batida a discussão sobre monetização, ou viver de blog, ter o blog como profissão, full time. Alguns poucos conseguem, muitos acham que já conseguiram e uma arrasadora maioria sonha com isso.

Não vou nem debater muito esse tema porque o li algo no Coding Horror - na minha opinião o melhor blog sobre programação da atualidade - que em um único parágrafo diz muito bem o que penso a respeito:

But I refuse to become a full-time blogger. I think that’s a cop-out. If I look at the people I respect most in the industry, the people I view as role models– Paul Graham, Joel Spolsky, Steve Yegge, Eric Sink, Rich Skrenta, Marc Andreesen, Wil Shipley, Douglas Crockford, Scott Guthrie — they all have one thing in common. They’re not just excellent writers and communicators. They build stuff, too. The world has enough vapid commentary blogs. I want to build stuff– and talk about it.

Lendo esse post (além do seu novo projeto que ainda vou comentar aqui) imaginei que ele está absolutamente certo sobre isso. Os blogs que mais acompanho e gosto (na caixinha aí do lado) são de pessoas que “fazem coisas” também, e não apenas vivem de comentar, falar sobre seus próprios comentários e como ganhar dinheiro com isso, como é comum aqui na blogsfera brasileira. E essa coisa de viver de blog tem ainda um lado que o Alexandre Maron comentou muito bem aqui.

Nessa, os blogs vão pouco a pouco até ganhando espaço, mas perdendo moral pra velha mídia.

Posted in web at April 17th, 2008. No Comments.